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	<title>policístico &#8211; CANTINHO DA NUTRI &#8211; Nutricionista Itaim, Moema, Vila Nova Conceição</title>
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	<description>Carol Faria Coaching de Emagrecimento &#124; Nutrição Esportiva &#124; Materno-Infantil</description>
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		<title>Síndrome do Ovário Policístico e resistência à insulina: Como diagnosticar e tratar?</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jul 2018 12:31:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é uma doença endócrina que acomete de 6 a 10% das mulheres em idade reprodutiva. Não há cura portando é preciso que o tratamento seja feito através de uma alimentação adequada e prática de exercícios. Cerca de 90% das mulheres com SOP apresentam resistência à insulina e isso ocorre, &#91;...&#93;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é uma doença endócrina que acomete de 6 a 10% das mulheres em idade reprodutiva. Não há cura portando é preciso que o tratamento seja feito através de uma alimentação adequada e prática de exercícios. Cerca de 90% das mulheres com SOP apresentam resistência à insulina e isso ocorre, pois metades das mulheres portadoras estão obesas.</p>
<p>E isso influencia na melhora da síndrome, pois resulta em várias anormalidades metabólicas como hipertensão arterial, dislipidemia e resistência à insulina, por exemplo. A resistência faz com que a insulina seja pouco produzida pelo pâncreas ou apenas não seja produzida. O que acontece em decorrência disso é o acúmulo de glicose na corrente sanguínea. Fazendo com que a mulher fique sem energia, pois não há glicose dentro das suas células, e por conta disso fique com mais vontade de comer alimentos fontes de carboidrato seja doce ou salgado.  Para o diagnóstico de resistência insulínica em portadoras de SOP, é necessária a realização do exame de Curva Glicêmica. </p>
<p>Corrigir a ingestão calórica, desestimular o consumo de doces, consumir carboidratos integrais, incluir na dieta o consumo de proteínas magras, aumentar o consumo de fibras e inibir a ingesta de industrializados, são alguns dos objetivos da terapia nutricional na SOP.</p>
<p>A alimentação quando feita de uma forma mais saudável, resulta em melhoras para o seu corpo, e evita complicações futuras. Quando se consome alimentos com um índice glicêmico alto, a corrente sanguínea fica com várias moléculas de glicose, e por sua vez a insulina age direcionando a glicose para dentro das células. Por outro lado, quando se tem a resistência insulínica, a glicose não entra nas células e é convertida em gordura. Então, através da alimentação podemos conseguir melhores resultados tanto na prevenção quanto quando já somos portadores da patologia.<br />
O consumo de fibras é bom tanto pela saciedade que ela nos oferta, pois atrasa o trânsito intestinal e faz com que fiquemos saciados por mais tempo, quanto por manter os níveis glicêmicos adequados. Substituir alimentos industrializados por frutas, legumes e verduras, consumir produtos lácteos de forma moderada, consumir oleaginosas como macadâmia, nozes e castanhas, pois ajudam na saciedade. Desestimular o consumo de alimentos com gordura saturada e trans, pois interferem negativamente na glicemia e no perfil lipídico.</p>
<p>Lembrando que é importante fazer tanto o exame de Curva glicêmica para analisar se há de fato a resistência insulínica, pois muitas mulheres com SOP estão tomando medicações que não precisariam, e não ajudam de fato a tratar a patologia, sem saber de fato se tem resistência. Portanto, você portadora de SOP, pesquise, vá atrás e esteja sempre informada para escolher os melhores profissionais para te ajudarem no tratamento! </p>
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		<title>Síndrome do Ovário Policístico: entenda de uma vez por todas o que é, como diagnosticar, descobrir e tratar.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 May 2018 17:03:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O que é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)? É uma síndrome dos ovários policístico é também chamada e conhecida como SOP. É caracterizada por alterações hormonais que podem repercutir no organismo causando vários sintomas. Ao contrário do que muitos imaginam, é uma disfunção hormonal, e não ovariana. Os ovários apenas sofrem as consequências das &#91;...&#93;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O que é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)?</strong></p>
<p>É uma síndrome dos ovários policístico é também chamada e conhecida como SOP. É caracterizada por alterações hormonais que podem repercutir no organismo causando vários sintomas.</p>
<p>Ao contrário do que muitos imaginam, é uma disfunção hormonal, e não ovariana. Os ovários apenas sofrem as consequências das alterações hormonais.</p>
<p>Normalmente, ao invés de se formar um único folículo no ovário, que é um processo natural e normal, formam-se vários que ficam “acumulados” e não liberam os óvulos. Eles não se rompem, permanecendo no ovário ciclo após ciclo. Daí o nome “ovários policísticos” que, como explicarei daqui há pouco, não é alteração orgânica obrigatória nesta síndrome. Muitas mulheres portadoras de SOP NÃO apresentam microcistos no ovário.</p>
<p>Existem vários hormônios que participam destas alterações, mas os principais são os androgênios (hormônios masculinos normalmente produzidos pelos ovários, em quantidades pequenas e que nos casos de SOP estão aumentados).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como é realizado o diagnóstico dá síndrome?</strong></p>
<p>O diagnóstico da SOP pode ser feito através do histórico da paciente, exame clínico e exames laboratoriais. Os 3 são de extrema importância e devem ser avaliados. Entenda o papel de cada um:</p>
<p><strong>Histórico e exame clínico</strong></p>
<p>O médico deve fazer uma avaliação de todo histórico da paciente, bem como precisa avaliar os sintomas presentes e ausentes no momento da consulta. Os sintomas clínicos mais comuns da SOP envolvem:</p>
<ol>
<li><strong>Menstruação irregular:</strong> é uma das principais características. Os ciclos menstruais podem acontecer esporadicamente, podendo demorar até 180 dias entre uma menstruação e outra. Muitas vezes elas só aparecem quando as pacientes recebem medicamentos para estimular o ciclo ou usam anticoncepcionais para essa finalidade. Algumas mulheres menstruam regularmente por alguns meses, e depois passam meses sem menstruar. Outras menstruam um mês, e depois ficam até 6 meses sem o ciclo acontecer. Mas, não é uma regra: algumas mulheres com SOP podem ter ciclos regulares, que valiam de 28 a 45 dias.</li>
<li><strong>Obesidade:</strong> cerca de metade das mulheres com SOP estão acima do peso, isto é, com o Índice de Massa Corpórea (IMC) está acima dos 25Km/m² (lembrete: IMC = Peso /Altura²). Esse é um fator fundamental para futuras complicações desta doença. A circunferência abdominal superior a 88 cm está associada a um maior risco de problemas cardíacos (alguns já consideram o valor máximo de 80 cm para mulheres). É importante ressaltar que o IMC é um critério de avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que o utiliza para grandes populações e grupos, quando não é possível avaliar individualmente cada pessoa. Em consultas nutricionais o melhor parâmetro é o % de gordura corporal. Ele é diferenciado dependendo do sexo, idade, fator atividade física e outras características pessoais do avaliado, sendo mais preciso e confiável. É comum mulheres com IMC dentro do adequado apresentarem % de gordura elevado. Nesse caso, podendo ser também fator de risco para casos de SOP. Consulte sempre uma nutricionista para ter esse diagnóstico de maneira mais detalhada e confiável.</li>
<li><strong>Infertilidade:</strong> devido às alterações hormonais, mulheres com SOP podem ovular menos ou de maneira inadequada e por isso podem ter dificuldade em engravidar. Das causas de infertilidade o fator ovulatório ocupa um lugar de destaque e 75% é devido a esta síndrome. Além disso, essas mulheres têm um alto índice de abortamento. Porém, estamos falando aqui da <strong><em><u>SOP descontrolada. </u></em></strong>Mulheres com SOP que seguem dieta adequada, controlam o peso e principalmente a resistência à insulina, podem apresentar ovulação normal e terem filhos saudáveis sem apresentarem, necessariamente, dificuldade. Uma perda de 10% do peso corporal ou de 15% do peso em gordura é capaz de restaurar a fertilidade e a ovulação na grande maioria dos casos.</li>
<li><strong>Hirsutismo:</strong> é o aparecimento de pelos em locais onde normalmente não deveriam existir na mulher (face, tórax, glúteos, ao redor dos mamilos, região inferior do abdômen e parte superior do dorso). Na maioria das vezes esse excesso de peso está relacionado ao aumento da testosterona, hormônio masculino que fica elevado nos casos de SOP.</li>
<li><strong>Acne:</strong> Costuma estar presente em 30% das mulheres com SOP. Decorrente do aumento da insulina, o excesso de espinhas e cravos consiste num processo inflamatório da pele, que pode acometer tanto o rosto como outras regiões do corpo. Na maior parte das vezes, a acne é caracterizada por erupções superficiais causadas pela obstrução dos poros, que em seguida inflamam.</li>
<li><strong>Alopécia:</strong> é a queda em excesso de cabelos na região do couro cabeludo. Essa queda de cabelo normalmente acontece pelo aumento da testosterona, bem como pela diminuição de hormônios femininos. Podem ser em maior ou menor grau, e quando não tratada, pode originar calvice.</li>
<li><strong>Seborréia: </strong>é a oleosidade da pele e couro cabeludo. Nas mulheres com SOP, essa oleosidade pode ser bem maior que o normal, sendo a origem dos acnes e inflamações epiteliais (ou seja, da pele)</li>
<li><strong>Acantosis nigricans:</strong> nome estranho, que parece grego, mas que quer dizer aumento da pigmentação da pele (manchas escuras) em áreas de dobras, como pescoço e axilas. Na maioria das mulheres com SOP essas manchas surgem pelo aumento da insulina e desaparecem assim que a Síndrome é controlada.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Exames que devem ser realizados para o diagnóstico da SOP</strong></p>
<ol>
<li><strong>Ultrassom:</strong> o ideal é ser realizado pela via transvaginal, mas, em mulheres virgens pode ser feito através do abdômen (como é feito em gestantes de segundo e terceiro trimestre). Neste exame observa-se:</li>
</ol>
<ul>
<li>o volume ovariano ( que deve ser menor que 10cm3);</li>
<li>a textura do ovário</li>
<li>a presença de pequenos cistos.</li>
</ul>
<p>Se houver a presença de 12 cistos ou mais em cada ovário, medindo 2 a 9 mm no seu maior diâmetro, o diagnóstico de SOP poderá ser confirmado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="2">
<li><strong>Resistência à insulina:</strong> a insulina é um hormônio transportador da glicose. Toda vez que ingerimos um carboidrato, ele é quebrado até ser transformado em glicose para poder ser absorvido. A insulina é o hormônio que tem a função de captar essa glicose e leva-la até o interior da célula, onde irá gerar energia. Em algumas doenças como a SOP, existe um defeito na sua ação, o que provoca o acúmulo de glicose no sangue, assim como o acúmulo de insulina, que fica sem função. Esse quadro é chamado de resistência à insulina, e pode progredir para um diabetes, por exemplo. Os exames para investigar a resistência à insulina são muito importantes, tanto para o diagnóstico como para avaliar as possíveis complicações futuras que serão descritas mais adiante. Ao contrário do que muitos imaginam, não basta apenas medir a glicose em jejum!! Além desse item, devemos também avaliar a insulina de jejum e fazermos a curva glicêmica. Nesse exame, a paciente deve chegar em jejum de 8h no laboratório, extrair sangue para análise e em seguida ingerir uma solução rica em glicose. Após a ingestão, a paciente é submetida a extrações de sangue a cada 30 minutos por 2 ou 3 horas. A partir desse exame o diagnóstico de resistência à insulina poderá ser realizado.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="3">
<li><strong>Avaliação hormonal: </strong>A avaliação hormonal também acontece através de exames de sangue, e devem ser repetidos a cada 4 ou 6 meses. Nesses exames, é importante avaliar:</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>FSH e LH – a relação LH e FSH é geralmente &gt; 3:1 em mulheres saudáveis e apresenta alterações em casos de SOP;</li>
<li>Hidroxiprogesterona (17 OHP) – trata-se de um hormônio que deve ser mensurado a fim de que se descarte a hiperplasia congênita da glândula supra-renal, uma patologia também hormonal que pode causar um quadro clínico com sintomas muito parecidos com os sintomas da SOP, dificultando o diagnóstico correto.</li>
<li>T3, T4, T4 livre e TSH – são hormônios ligados à tireoide que estão relacionados à síndrome do ovário policístico e podem estar alterados. Casos de hipotireoidismo e de Tireoidismo de Hashimoto são muito comuns em mulheres com SOP.</li>
<li>Prolactina – hormônio que está aumentado normalmente em mulheres que estão amamentando, mas fora desta condição causa alterações menstruais e normalmente está aumentado em pacientes com SOP.</li>
<li>Hormônios Androgênios: Testosterona, Testosterona Livre, SHBG e SDHEA, androstenediona e cortisol. Cortisol é o hormônio do estresse, e normalmente apresenta-se elevado em mulheres com SOP.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="4">
<li><strong>Avaliação metabólica: </strong>para nós nutricionistas, é imprescindível uma avaliação detalhada sobre o metabolismo da paciente. Normalmente, os exames básicos para essa avaliação incluem:</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Perfil lipídico (colesterol total, colesterol HDL, colesterol LDL, triglicérides). Alterações nesses índices sugerem o que chamamos de Dislipidemia, situação comum em mulheres com SOP e Síndrome Metabólica.</li>
<li>Curva glicêmica e de insulina: com a curva é possível avaliarmos o metabolismo de carboidratos da paciente, desde o momento do consumo até 3 horas depois da ingestão. Muito importante para o diagnóstico de resistência à insulina e também para diagnosticar dificuldade no metabolismo do nutriente (relacionada à vontade de doces, menor disposição e outros sintomas)</li>
<li>HOMA-r/HOMA-B – são testes para avaliar a resistência à insulina e não são realizados em exames de rotina. Importante para pacientes com SOP ou qualquer disfunção hormonal.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O diagnóstico de SOP é confirmado quando pelo menos dois dos três itens abaixo estão presentes:</p>
<ul>
<li>Hiperandrogenismo (aumento do hormônio masculino) refletido por hirsutismo, acne, queda de cabelo (ver histórico e exame clínico descritos anteriormente) ou exames de laboratório;</li>
<li>Ciclos menstruais com intervalos irregulares curtos ou longos (atrasos menstruais); são quase sempre anovulatórios, ou seja, sem ovulação;</li>
<li>Ovários com presença de cistos, vistos pelo ultrassom.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes de fechar um diagnóstico, é importante descartar outras patologias com sintomas e quadros extremamente parecidos com os da SOP, como tumores virilizantes, hiperplasia congênita da glândula supra-renal e a Síndrome de Cushing.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Importante: para ser diagnosticada com SOP, a mulher não precisa ter todos os sintomas da Síndrome. Por conta disso, atualmente temos 4 fenótipos possíveis para essas mulheres.</p>
<ul>
<li>Fenótipo A: mulheres que apresentam disfunção hormonal, disfunção ovulatória e presença de cistos no ovário, vistos pelo ultrassom.</li>
<li>Fenótipo B: mulheres que apresentam disfunção ovulatória e hormonal</li>
<li>Fenótipo C: mulheres que apresentam disfunção hormonal e cistos vistos nos ovários.</li>
<li>Fenótipo D: mulheres que apresentam disfunção ovulatória e presença de cistos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Síndrome metabólica em mulheres com SOP</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Síndrome metabólica é muito comum em mulheres com SOP, e está relacionada à obesidade. É caracterizada pela associação de fatores de riscos para doenças cardiovasculares (ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, o AVC) e também diabetes tipo 2. Tem como base a resistência à insulina que falamos há pouco,  o que obriga o pâncreas a produzir mais este hormônio. O risco desta complicação pode ser avaliado precocemente, evitando maiores danos à saúde de suas portadoras.</p>
<p>A Síndrome Metabólica normalmente se apresenta quando há:</p>
<ul>
<li>Intolerância à glicose, caracterizada por glicemia em jejum na faixa de 100 a 125, ou por glicemia entre 140 e 200 após administração de glicose;</li>
<li>Hipertensão arterial ou pressão alta;</li>
<li>Níveis altos do colesterol LDL (também chamado de colesterol “ruim” e baixos do colesterol HDL (ou colesterol bom);</li>
<li>Aumento dos níveis de triglicérides;</li>
<li>Obesidade, especialmente obesidade central, com acúmulo de gordura no abdômen, que está associada à presença de gordura visceral e casos de esteatose hepática;</li>
<li>Ácido úrico elevado;</li>
<li>Microalbuminúria, isto é, eliminação de proteína pela urina;</li>
<li>Fatores pró-trombóticos que favorecem a coagulação do sangue;</li>
<li>Marcadores inflamatórios elevados (a inflamação da camada interna dos vasos sanguíneos favorece a instalação de doenças cardiovasculares e outras complicações).</li>
</ul>
<p>O diagnóstico da Síndrome Metabólica leva em conta as características clínicas (presença dos fatores de risco) e dados laboratoriais. Basta a associação de três dos fatores acima relacionados para diagnosticar a síndrome metabólica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Câncer x SOP:</strong></p>
<p>O câncer do endométrio é o 4º mais comum entre as mulheres e o mais freqüente entre os do sistema reprodutivo feminino, quando não se consideram as mamas.</p>
<p>A SOP pode aumentar a chance desta doença pelas alterações hormonais que levam a ciclos menstruais longos, um estímulo estrogênico prolongado sem a ação do hormônio progesterona, além da obesidade que muitas vezes é acompanhada de hipertensão arterial (síndrome metabólica).</p>
<p>Casos de câncer também são maiores em pessoas com hábitos alimentares inadequados, com alto consumo de açúcares e farinhas, alimentos industrializados, adoçantes e gorduras saturadas. Normalmente uma dieta baseada nessas condições promove o aumento de peso e está presente na rotina das mulheres com SOP.</p>
<p>Para minimizar o risco de câncer endometrial, é recomendado um cardápio rico em antioxidantes naturais, com baixo consumo de carboidratos refinados e de alto índice glicêmico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Qualidade do sono e SOP</strong></p>
<p>Alterações do sono e dificuldade de respiração durante o mesmo são as principais queixas de pessoas com qualidade ruim de sono. Este quadro está freqüentemente associado com obesidade, distribuição inadequada da gordura pelo corpo, à resistência da insulina, hipertensão arterial e a síndrome dos ovários policísticos, principalmente quando há excesso de andrógenos.</p>
<p>Para minimizar esse quadro, é fortemente recomendada a perda de peso, que por si só já é capaz de minimizar as alterações hormonais e solucionar a resistência à insulina. Uma dieta rica em alimentos fontes de triptofano também é recomendada. O triptofano é um precursor da serotonina, hormônio do bem estar que pode melhorar a qualidade do sono. Alguns exemplos de alimentos com essa característica: banana, mel, aveia, maça.</p>
<p>Para a melhora do sono, também recomendo uma rotina de sono, que facilita o adormecer e “educa” o organismo quanto à produção de hormônios que deve acontecer durante a noite. Evitar o uso de celulares e tablets próximo do horário de deitar, evitar situações ou conversas desagradáveis, bem como deitar 30 minutos antes do horário planejado para o sono são atividades que ajudam muito. Praticar yoga ou meditação, bem como atividade física regular também favorece um bom sono.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Diabetes e Resistência à insulina</strong></p>
<p>A resistência à insulina não tratada favorece o surgimento da diabetes, de forma ainda mais potente quando a paciente apresenta também obesidade ou aumento de peso.</p>
<p>O órgão produtor da insulina, chamado pâncreas, pode ser sobrecarregado em casos de resistência à insulina.</p>
<p>Uma vez que o hormônio está sendo produzido mas que não é o suficiente, o pâncreas recebe uma sinalização para produzir ainda mais insulina. Essa sobrecarga no órgão pode promover a sua falência, principal causa da diabetes a longo prazo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como tratar a SOP?</strong></p>
<p>Ao contrário do que muitos imaginam, o tratamento para a SOP não se dá através de anticoncepcionais ou anti-diabéticos. Esses medicamentos, na verdade, visam apenas evitar os sintomas, e não atuam nas causas do problema.</p>
<p>Um tratamento eficiente visa regularizar os ciclos menstruais, bem como combater o excesso de hormônios masculinos, reduzir o peso quando necessário, prevenir o câncer do endométrio, diminuir o risco de diabetes tipo II e de síndrome metabólica.</p>
<p>Já se sabe através de estudos que a perda de 10% do peso corpóreo ou de 15% do peso em gordura pode restaurar a ovulação e a fertilidade, além de melhorar os níveis de colesterol, a pressão arterial, os quadros de resistência a insulina e até diminuir as queixas de excesso de pelos e acne. Para as mulheres que desejam engravidar, a melhora de todos esses itens resultará em um aumento e melhora da fertilidade, promovendo uma gravidez com mais facilidade.</p>
<p>Para que essa melhora generalizada aconteça, acaba sendo fundamental a modificação do estilo de vida como um todo, através de uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos regularmente.</p>
<p>Dietas com restrição de carboidrato como as low carb são as mais indicadas para mulheres portadoras da SOP. O que diferencia um dieta low carb tradicional para uma dieta low carb funcional para SOP (ou seja, que realmente colabore para a melhora dos sintomas) é a quantidade de gordura saturada e de sódio presente na dieta.</p>
<p>Enquanto dietas low carb, cetogênicas e paleolíticas tradicionais restringem o consumo de carboidratos e deixam as gorduras e proteínas serem consumidas de forma a vontade, o ideal na dieta para SOP é o equilíbrio. O excesso de gorduras saturadas e de sódio não são indicados e podem provocar a piora de sintomas como retenção de líquidos e excesso de gordura no fígado.</p>
<p>Na dieta para SOP deve haver o controle da ingestão de carboidratos, que podem representar até 30% do consumo energético do dia, através de raízes, tubérculos e frutas.</p>
<p>Alimentos naturalmente ricos em gordura também devem fazer parte da rotina, tais como: abacate, coco, azeite, gorduras vegetais, castanhas, etc.</p>
<p>Alimentos processados, ultra processados e industrializados devem ser evitados ao máximo, bem como os adoçantes, que ativam a insulina e podem provocar maior compulsão por doces.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Dicas de alimentação</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Evite todas as formas de açúcar e alimentos que o contenham. Muito cuidado com industrializados, que os contém de forma “camuflada”. Você sabia que molho de tomate é rico em açúcar?</li>
<li>Evite ao máximo os carboidratos refinados, brancos e simples, tais como pão, massas, biscoitos e cereais industrializados</li>
<li>Exclua da rotina refrigerantes, mesmo os “diet” ou “light”. Eles são ricos em adoçantes, capazes de elevar a insulina (ainda que não contenham calorias) e educam o paladar a exigir alimentos cada vez mais doces, podendo piorar o desejo por sobremesas e doces ao longo do dia.</li>
<li>Consuma quantidades adequadas de proteínas, mas evite os alimentos industrializados e processados. Uma mortadela nunca será mais saudável que um abacate, embora não contenha carboidratos.</li>
<li>Não exclua da rotina frutas!! Dê preferência às vermelhas, que não são muito doces (morango, framboesa, cereja, amora, etc). Quando ingerir uma fruta com mais carboidratos, tenha o cuidado de combiná-la com alimentos ricos em proteínas ou gorduras, como castanhas, iogurtes, queijos.</li>
<li>Elimine por completo álcool e cigarro, que são nocivos em vários aspectos.</li>
<li>Aumente o consumo de fibras, através de vegetais crus e frutas com casca.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Tratamento medicamentoso:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os tratamentos com medicamentos podem ser opção para solucionar os sintomas que a incomodam, mas eles não curam o problema nem resolvem a questão. Devem ser escolhidos de acordo com o perfil e a prioridade da paciente, sempre com auxílio de um médico especialista.</p>
<p>Podem ser indicados anticoncepcionais via oral, anti diabéticos e controladores da insulina, inibidores dos receptores de testosterona, entre outros. Porém, ao cessar seu uso, com o tempo, os sintomas aparecerão novamente, caso o problema não tenha sido controlado através da dieta e dos exercícios.</p>
<p>Existem medicamentos naturais que podem ser uma alternativa interessante, mas só devem ser receitados por especialistas e sob controle profissional.</p>
<p>Alimentos funcionais, chás e ervas podem ser indicados e auxiliarem em todo o tratamento, não havendo contra indicação para a maior parte dos casos.</p>
<p>No entanto, prescrições, dosagens e maneiras de se utilizar devem ser avaliados individualmente e prescritos conforme necessidade da paciente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Cirurgia</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O tratamento cirúrgico com remoção dos ovários, ao contrário do muitos imagenima, não resolve o problema. Como disse acima, os ovários apenas sofrem as consequências da Síndrome, que é um problema hormonal e envolve outras glândulas produtoras de hormônios além dos ovários.</p>
<p>O tratamento cirúrgico é recomendado somente em situações excepcionais em que todos os tratamentos clínicos utilizados não tiveram bons resultados e não foram capazes de promover a melhora do quadro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ou seja&#8230;.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A SOP é uma síndrome complexa que tem várias possíveis origens e uma delas é a resistência a insulina. Não se trata de um problema ovariano, e sim hormonal. Por conta disso, é necessário um tratamento com bom endocrinologista, e não apenas com médico ginecologista.</p>
<p>O foco do tratamento dietoterápido deve ser o combate a esta resistência à insulina, e muitas pesquisas têm sido direcionadas com o objetivo de avaliar outros fatores determinantes como os ambientais e genéticos que poderão ter influência direta nesta doença. Já se acredita, por exemplo, que filhas de mães com SOP apresentam maior tendência a também desenvolverem a SOP. Sabendo-se disso, o tratamento fica mais fácil e possível de ser antecipado ao problema propriamente dito.</p>
<p>Fique atenta ao seu corpo, aos sintomas que podem surgir e procure ajuda quando precisar! Um bom endocrinologista capaz de identificar as alterações hormonais, um ginecologista que não pense apenas em anticoncepcionais como forma de tratamento e uma nutricionista que entenda o problema e que vá muito além de uma dieta low carb convencional!!</p>
<p>Estar munida de informação de qualidade e não acreditar em tudo o que se vê ou lê, é o primeiro passo para se ver livre do problema de uma vez por todas.</p>
<p>Espero que esse e book tenha sido útil para você e que tenha te ajudado a entender esse mundo que é a SOP!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Principais Sintomas da SOP</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2018 12:10:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Você sabe quais são os principais sintomas da síndrome do ovário policístico, mais conhecida como SOP? A síndrome do ovário policístico é uma doença endócrina, que não possui cura, e que envolve alguns hormônios. Muitas pessoas acreditam que são os ovários que causam todas as disfunções da SOP, mas na verdade não é. Quem causa &#91;...&#93;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Você sabe quais são os principais sintomas da síndrome do ovário policístico, mais conhecida como SOP?</strong></p>
<p>A síndrome do ovário policístico é uma doença endócrina, que não possui cura, e que envolve alguns hormônios. Muitas pessoas acreditam que são os ovários que causam todas as disfunções da SOP, mas na verdade não é. Quem causa todo o ciclo da SOP, são os hormônios. Os ovários apenas sofrem as consequências. Portanto é preciso entender que todos os sintomas da SOP provêm de alterações hormonais.</p>
<p>O maior sintoma, se não o principal, é a resistência insulínica. A insulina é o berço do problema. Na resistência insulínica, o corpo não consegue utilizar esse hormônio de forma suficiente, produzindo ele em escassez ou em abundância, o que pode causar uma hiperinsulinemia.</p>
<p>A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, que tem como função quebrar a glicose para que ela entre na célula. Se a insulina não quebra a glicose, logo ela se aloja como gordura em nosso corpo, podendo até mesmo causar diabetes mellitus.</p>
<p>Se a insulina está em níveis aumentados, logo os andrógenos, que são hormônios masculinos, também aumentam. O andrógeno mais conhecido é a testosterona.</p>
<p><strong>A testosterona é responsável pelos sintomas desagradáveis nas mulheres. Vamos falar um pouco sobre cada um deles.</strong></p>
<ol>
<li>Excesso de pelos no rosto, pescoço, peito e nádegas. O aumento de pelos segue um padrão masculino, que é gerado pelo excesso de estrogênio.</li>
<li>A queda de cabelo, ou até mesmo a calvície, também se deve ao excesso de hormônios. Para tratamento, são utilizados produtos farmacêuticos e a alimentação.</li>
<li>Devido a hiperinsulinemia, ou seja, o excesso de insulina em nosso corpo, há o aumento de um hormônio chamado cortisol, que está relacionado ao estresse e ao nervosismo, que em casos mais graves, pode causar até mesmo a depressão.</li>
<li>A SOP pode causar alterações em mulheres jovens, com até mesmo 20 anos. Algumas mudanças metabólicas, associadas as alterações hormonais, fazem com que os níveis de LDL, o colesterol ruim aumente e os níveis de HDL, colesterol bom, diminua. Isso pode acabar ocasionando o colesterol alto. O triglicérides também podem aumentar, podendo desencadear diversos problemas, como a obesidade, hipertensão e diabetes.</li>
<li>A menstruação irregular também é um sintoma muito comum. Trata-se da alteração do ciclo causada pela ausência da ovulação. Algumas mulheres sofrem com atrasos discretos na menstruação. Outras já podem ficar meses sem ovular.</li>
<li>O ganho de peso também está presente nas mulheres com SOP. Mulheres com a SOP, possuem a predisposição a obesidade. Fato que se deve ao aumento da insulina, logo aumentos hormonais são presentes causando esse sintoma.</li>
<li>A acne também está presente na vida das mulheres com SOP. O excesso de andrógenos, sobre as glândulas sebáceas, aumentam a oleosidade do cútis, levando ao aparecimento de espinhas de forma excessiva.</li>
<li>As manchas escuras na pele, principalmente no cotovelo, pescoço, axilas também é presente.</li>
</ol>
<p>Esses são os principais sintomas que podem aparecer em mulheres com SOP. São sintomas específicos, e bem aparentes que podem ajudar no diagnóstico. Mas vale lembrar que algumas outras patologias, também possuem sintomas parecidos, o que pode dificultar o diagnóstico da síndrome.</p>
<p>Os sintomas podem reduzir ou até mesmo desaparecer conforme os tratamentos.</p>
<p>Para um tratamento eficaz da SOP, é necessário que seja tratado pela raiz. Mascar apenas os sintomas não é a melhor opção, pois eles estarão em uma espécie de sono e assim que o tratamento for interrompido, logo eles voltarão a tona.</p>
<p>Para tratar os sintomas, é necessário que o berço do problema, ou seja, onde o problema nasce e se desenvolve, é necessário tratar a insulina. Se ela estiver desregulada, logo tudo estará desregulado. Mas se ela estiver regulada, provavelmente, os sintomas e toda a SOP está controlada. Vale lembrar que a SOP não tem cura, por isso o tratamento deve ser feito com cautela e com atenção para evitar as possíveis consequências que podem aparecer.</p>
<p>Se você controlar a resistência insulínica, logo os seus níveis de insulina, estarão nos padrões adequados, diminuindo o excesso de andrógenos, que são os responsáveis pelos sintomas tão desagradáveis que nos traz incômodo. Para um tratamento eficaz, é necessária uma alimentação saudável e balanceada, para que o tratamento seja eficaz. Embora muitos profissionais colocam os medicamentos como tratamento de primeira linha, digo que um estilo de vida saudável é o verdadeiro tratamento de primeira linha.</p>
<p>A verdade é que os medicamentos apenas mascaram os sintomas. A partir do momento em que você interrompe o uso de medicamentos, você abre a porta para os sintomas aparecerem. Mas se você colocar a prática de atividades físicas, como parte da sua rotina, você ajudará na perda de peso que é essencial para um melhor tratamento, você reduzirá os níveis de insulina e ainda melhorará a sua saúde reprodutiva.</p>
<p>Se você não tem certeza do seu diagnóstico de SOP, preste atenção nos sinais em que o seu corpo dá. Veja quais são os sinais que ele coloca, que não são comuns nas mulheres e veja a intensidade deles. Procure um médico, pois quanto antes o diagnóstico, melhor será o tratamento, maior serão as chances de redução dos sintomas e melhor serão os resultados.</p>
<p>E você, tem síndrome do ovário policístico? Conhece alguém que tenha? Não se esqueça de curtir e compartilhar com as amigas essa informação!</p>
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		<title>Nutrição e SOP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Apr 2018 16:10:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Estudo]]></category>
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					<description><![CDATA[A SOP (Síndrome dos ovários policísticos) é um distúrbio endócrino de causa desconhecida que provoca alterações nos níveis hormonais, levando a formação de cistos nos ovários, o que faz com que eles aumentem de tamanho. SOP e Ovário Policísticos são muito confundidos, embora sejam distintos. Ovários policísticos é definido pela presença de vários cistos nos &#91;...&#93;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>SOP (Síndrome dos ovários policísticos)</strong> é um distúrbio endócrino de causa desconhecida que provoca alterações nos níveis hormonais, levando a formação de cistos nos ovários, o que faz com que eles aumentem de tamanho. SOP e Ovário Policísticos são muito confundidos, embora sejam distintos. Ovários policísticos é definido pela presença de vários cistos nos ovários. Já a Síndrome dos ovários Policísticos é um distúrbio endócrino que causa alteração hormonal e problemas metabólicos. Esse desiquilíbrio causa o excesso de hormônios andrógenos pode acarretar a formação de cistos nos ovários e vários sintomas. Seu diagnóstico pode ser feito com ultrassonografia. Enquanto a SOP causa maiores sintomas, como problemas reprodutivos. O diagnóstico requer ultrassom, exame laboratorial de resistência à insulina e avaliação hormonal.</p>
<p>O que ocorre na SOP é a alteração na função da glândula hipófise que leva a produção aumentada de hormônios andrógenos: deidroepiandrosterona, androstenediona e principalmente testosterona, essa desregulação hormonal é responsável por muitos dos sintomas da SOP. Outra característica é a hiperinsulinemia &#8211; resultado da resistência à insulina – intolerância à glicose e hiperlipidemia. O que é sabido por enquanto é que as concentrações elevadas de andrógenos ocorrem em parte por causa da hiperinsulinemia, pois seria ela quem desencadeia esse aumento anormal.</p>
<p><strong>Como a dieta low carb ajuda no controle da SOP</strong></p>
<p>As dietas low carb (baixo carboidrato), ou seja, dietas caracterizadas pela ingestão reduzida de carboidratos, são conhecidas por prometerem o emagrecimento rápido. Muito popular, existe desde a década de 1920, quando foi desenvolvida pelo Dr. Wilder nos Estados Unidos para ser empregada no tratamento da epilepsia de difícil tratamento em crianças.</p>
<p>Em mulheres obesas, a perda de peso pode melhorar a resistência à insulina, diminuindo assim a concentração de androgênios e restaurar a ovulação em alguns casos. Por isso, o tratamento convencional da SOP inclui exercícios para promover a perda de peso e dieta específica. É recomendado dietas de baixo índice glicêmico (low carb), historicamente. Isso porque a capacidade de os carboidratos aumentarem a resposta pós-prandial de glicose no sangue pode ser uma consideração importante na otimização dos resultados metabólicos e clínicos na SOP. A dieta low carb pode resultar também na melhor evolução da saúde, incluindo melhora na sensibilidade à insulina, melhora na regularidade menstrual e redução nos marcadores de inflamação em comparação com uma dieta convencional.</p>
<p>As recomendações da dieta para quem tem SOP e deseja engravidar incluem substituição de alimentos industrializados por alimentos frescos, redução do consumo de alimentos ricos em gorduras animais, acréscimo de gorduras de boa qualidade. Os alimentos para incluir são: avelãs, amêndoas, castanhas, nozes, pistache, macadâmia, alface, agrião, rúcula e outros vegetais, semente de abóbora, carnes magras e pescados.<br />
Uso de metformina e remédios antidiabéticos</p>
<p>Alguns estudos comprovaram a eficiência de remédios antidiabéticos no tratamento de fertilidade, isso por que alguns problemas que causam resistência à insulina pode atrapalhar a ovulação, como no caso da SOP, assim, tratando o problema de resistência à insulina, fazemos com que as chances de ovulação aumentem. A metformina é frequentemente prescrita para melhorar a resistência à insulina, o tratamento também pode levar a volta da ovulação.</p>
<p><strong>Sintomas da SOP</strong></p>
<p>Os sintomas da Síndrome dos Ovários Policísticos são causados justamente pelo aumento de hormônios masculinos, como alterações reprodutivas e menstruais, pelos em lugares incomuns na mulher, aumento de oleosidade da pele e queda de cabelo. Normalmente, a mulher que enfrenta um quadro de SPO tem características masculinas em relação ao corpo, como ombros largos, por exemplo, a síndrome metabólica faz com que haja o crescimento tanto de massa magra quanto de tecido adiposo. Os sintomas podem ser melhorados com hábitos saudáveis, adequação na dieta e prática de exercícios físicos regulares.</p>
<p>&nbsp;</p>
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